Mostrando postagens com marcador bairros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bairros. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Conhecendo o Morro do Castro (4)

Local conhecido como Caixa d'água do agreste, visitado por acaso no mês passado pelos Professores Márcio e Rogério guiados pelos alunos Édson (GR4A) e Anderson (GR3D). Os professores tinham ido à casa do Seu Zé - que cuida da Fazendinha e mora ali perto - quando encontraram com os dois alunos que sugeriram a ida à caixa d'água. Deste ponto se tem uma das maiores vistas de toda a região do Morro do Castro. Os alunos disseram que muita gente vai lá no Ano Novo para ver as queimas de fogos do Rio e de Niterói.

Ficou a dúvida se esta caixa d'água é a mesma a que se refere Everardo Backheuser em seu livro sobre o passado de Niterói, neste trecho sobre as linhas de bonde: "A linha do Fonseca ia apenas das barcas ao largo da Igreja, e em meados de 1883 chegou até as olarias e barreiras do coronel Francisco Dias da Costa, onde está hoje o Bairro Chic. Em setembro do mesmo ano atingiu finalmente a subida da caixa d'água, onde começava a estrada do Baldeador" (saiba mais sobre esta matéria clicando aqui).

Na foto do alto, uma vista parcial do Fonseca e Cubango onde aparece o prédio rosado da EMPF. Abaixo, o Professor Márcio com os alunos Anderson e Édson. Assistindo o vídeo tem-se uma noção básica do lugar e a visão que se tem de lá de cima (o dia estava um pouco nublado). Uma nova visita está sendo agendada para retornar ao local, desta vez num dia de sol claro e limpo e com a participação de mais alunos e professores - inclusive a direção da escola. Por enquanto, curta o visual e decida se você também vai querer estar nessa!




.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Cova da onça

Como era meu bairro antigamente?

Eu moro na estrada Bento Pestana nº 300, na Cova da Onça.
Uma moradora muito antiga daqui - D. Lizinha - sempre diz que aqui só tinha mato. Aqui tem uma jaqueira que ela diz que é centenária. Ela conta que a casa dela foi a primeira casa construída aqui e era de pau-a-pique, teve que abrir uma clareira no mato para fazer a casa. Ela disse que tinha bicho de tudo quanto era jeito, só nunca viu onça. Tinha muita cobra grande, hoje ainda tem, mas é pouca, e eu nunca vi. Tinha mico, aí depois eles sumiram por vários anos e agora voltaram a aparecer muitos, dá até para alimentá-los na mão. Quando minha mãe veio morar aqui, uns 25 anos atrás, a estrada principal era de chão de terra, o ônibus só ia até o Morro do Castro e tinha que vir andando até aqui. Não tinha luz, água, e tinha que carregar água de uma nascente na fazenda que tem até hoje ou comprar carro pipa. Ela conta também que tinha onça antes dela vir morar aqui mas ela nunca viu. Graças a Deus que quando eu nasci a Cova da Onça já era bem mais moderna e não tinha mais onça.

Texto de Matheus França de Oliveira - GR3H


.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails